Como eu havia dito, uma nova estória vem por ai. Acabei de escrever o primeiro capítulo, e já estou partindo pro segundo. O nome da estória é "Fria Inglaterra", vocês já devem ter notado, não é. Então, sem mais demora, o primeiro capítulo de Fria Inglaterra:
Inicio de Janeiro na Inglaterra e neve bastante lá fora... Difícil sair da cama com esse frio todo. Difícil sair de casa com esse frio todo. Mas a escola me aguarda. E meus amigos também. Não sou uma pessoa de muitos amigos. Na alta sociedade é difícil ter amigos de verdade. Eu tenho dois, Ane e Tom. Eles são irmãos. Na verdade, são meio irmãos. O pai de Ane é casado com a mãe do Tom. Esse relacionamento foi bem difícil no inicio. Nenhum dos dois filhos aceitava o casamento dos pais, mas com o tempo isso mudou. Agora eles são como dois amigos q moram juntos.
Quanto a mim e aos meus pais? Bom nosso relacionamento é muito bom, considerando fato de quase não os vejo. Meu pai é engenheiro e dono de uma grande empresa de construções. A minha mãe é médica, por isso passa muito tempo fora de casa. As vezes ela tem de sair no meio da noite pra alguma emergência.
O ônibus de escola chegou. Tenho que ir. Você deve estar se perguntando, “Por que um garoto que tem o pai dono da maior empresa do país e a mãe medica, vai a escola de ônibus?”. Bom, porque é lá que estão os meus amigos, Ane e Tom. Os pais deles não são tão ricos quanto os meus e eles vão a escola de ônibus. Mas isso não importa, eles são meus únicos e melhores amigos.
Na escola, era difícil prestar atenção na aula. O motivo? Darla. A mulher mais bonita que eu já vi em toda a minha vida! Magra, alta, cabelos compridos loiros, olhos cor de mel. Aquela mulher mexia comigo! Pena q ela é minha professora. Mas quem nunca foi apaixonado pela professora? Eu não conseguia tirar os olhos dela. Não estava entendendo nada daqueles números e formulas no quadro. Só entendia daquela mulher a minha frente. Meus amigos diziam que eu deveria falar com ela, que ela nem é tão mais velha assim. Será que não? Eu e meus 17 anos. Ela e seus 24. 7 anos é o suficiente pra eu não falar com ela? E se eu falar com ela e ela rir de mim? Ah, mas eu sou um rapaz bonito, de boa (e rica) família. Poderia levá-la a qualquer lugar! Poderia dar a ela o mundo inteiro! Ela gostaria disso, já que vem de família humilde, pobre e está ali por um favor do diretor. Eu vou arriscar. Se não der certo. Tudo bem, existe outras meninas que adorariam estar do meu lado.
Me direcionei até ela e quando já estava bem perto, o sino da escola tocou. Daí perdi a coragem. Hora de ir pra casa...
Pois é, eu vacilei com vocês. E vacilei feio. Perdão, meus queridos. Por favor me perdoem por ter sumido tanto tempo.
Hoje estou aqui pra contar as novidades. Além do layout do blog, que vocês já devem ter notado, não é? Acabei de fazê-lo nesse exato minuto e espero que vocês tenham gostado tanto quanto eu. É claro que suas opiniões são super validas pra mim. Fique a vontade pra dizer o que quiser, criticar o layout, minhas estórias, me xingar (opa! Me xingar não, hein?!) por eu ter sumido milhões de anos, dizer o que quizer.
Enfim, continuando. Estive longe todos esses meses porque com o final da última FIC, eu desanimei. Desanimei legal! E ontem (ou foi anteontem? Não lembro bem), meu namorado(-noivo) me cobrou de eu dar o endereço do meu blog pra ele. Pois é, ele não tem o endereço desse blog, eu fico meio que com vergonha dele. Não vergonha do blog, pelo amor de Deus! Eu tenho muito orgulho do meu blog! Mas vergonha do meu namorado(-noivo). Eu não sei o que acontece comigo, mas eu tenho vergonha de certas coisas com ele, como cantar pra ele, por exemplo. Meio estranho. Mas não vamos mudar de assunto. Quando ele me cobrou, me lembrou de que eu abandonei vocês. O que me deixou muito triste. Eu gosto muito de escrever (Dá pra notar, não é? Já fiz deste post um livro). Só que me falta tempo.
Estou com uma idéia na cabeça pra uma estória. Trata-se da vida de Dany. Dany é um rapaz de classe alta da Inglaterra. Ele vive essa vida de luxo, de viagens, festas com os mais ricos e importantes figurões da alta sociedade e etc. Mas o que ninguém sabe é a vida que ele leva entre quatro paredes.
No momento é só a idéia, ainda não escrevi nada. Amanhã, eu não vou ter tempo pra escrever. Mas, na Segunda-Feira a tarde, eu tenho tempo e vou começar essa nova estória.
Mais uma novidade são os meus links. Todos são novos e eu estou sempre mudando-os para que vocês encontrem alguns sites e blogs bem legais.
Para quem quiser entrar em contato comigo, mas não quer se expor aqui no blog, alí no cantinho direito, mais abaixo um pouco, nos meus links, tem um nomizinho "Aline orkut". Aquele é meu orkut pessoal. Meu perfil é quase todo bloqueado e eu não custumo add quem eu não conheço. Questão de não misturar as coisas, entendem? Mããããããs, meu scrapbook é liberado pra qualquer um. Fique a vontade, ok?
Ainda não tenho um orkut só pros meus amigos virtuais (Nem comunidade) porque eu acho que ninguém iria add. Um dia eu faço um, quando eu ficar rica e famosa (Eita! Tá bom...
).
Meu e-mail facinho pra vocês: thaisfeliciano@yahoo.com.br Também podem ficar a vontade com suas críticas, elogios e sugestões. Vou ler todos com muito carinho.
É isso. Mais uma vez peço perdão. Espero que meus leitores me perdoem e estejam comigo nessa nova aventura.
Beijos e fui-me
Estava eu sentada na minha cama lendo um livro e sentido o vento que entrava pela enorme janela do meu quarto. Quando entrou pela porta Chuck Comeau e Sébastien Lefebvre. Lindos como sempre. Fazia tempo que eles não vinham me visitar. Naquela tarde os dois estavam com um ar diferente. Chuck estava bem timido e Lefebvre muito carinhoso.
Como meu inglês não é muito bom, é dificil conversar com o Chuck, mas eu tentei. E notei um pouco de interesse da parte dele, mas o Seb estava sempre atrapalhando o que ele dizia e falando comigo em pouco Português que ele sabiia.
Num certo momento Patrick veio falar com Chuck e enquanto isso, Seb era só amores pra miim. Ele me abraçou de forma que minha cabeça ficou deitada sobre o peito dele. Ele falava algo, mas eu não prestei muito atenção. Meu olhar e pensamento estava no Chuck, parado a porta conversando com Pat. Seb segurou meu rosto e me deu um selinho prolongado. Eu olhei pra ele assustada e pude ver o olhar de decepção que vinha da porta. Mas ele pareceu não se importar... Me beijou novamente, só que dessa vez com intensidade e paixão. Chuck não estava mais na sala. E ele continuava a me beijar. E então... Então eu acordei... Cara, eu tava sonhando!! Que droga. Essa história é um sonho que eu tive essa semana. Mas foi algo tão real que me assustou. Eu pude sentir que o Chuck gostava de miim e Seb me beijando e decepção do Chuck... Nossa, a cara do Chuck indo embora... Que triste!
Amo o Chuck! Jah era tão real, eu pudia ter beijado o Chuck, né? E não o Seb... Enfim... Foi isso.
Mais uma vez quero agradecer a todos que leram e comentaram no meu blog. E dizer que estou muito feliz com isso.
Vim avisar que muito em breve (lá pelo dia 20/Dez) começa uma nova história. Então fiquem ligados. E não se esqueçam que sou brasileira. Ainda não sei se tem diferenças de horário e data daqui pra Portugal. Um dia eu juro que vou ter paciência de procurar... Ou alguém pode me falar, não é? ![]()
Beijo, galera. Fiquem comigo, okay?
Fui
Aline
Quando David saiu da sala, Pierre foi atrás dele e o encontrou naquele corredor cheio de bebês. Ele estava olhando pros bebês com muito carinho, mas nenhuma felicidade. Pierre parou do lado dele e não disse nada.
– Lembra da última vez em que estivemos aqui juntos? – David começou – Ainda estávamos juntos.
– E ainda podemos estar. – David não respondeu nada – Eu tomei uma decisão, David. Você tem razão. Não há espaço na minha vida pra você e Lachelle juntos. Um de vocês tem que ir embora.
David olhou pra Pierre que continuava olhando pros bebês. O que ele ia dizer agora? Acho que ia dispensar o David. E o Dave também acha isso.
– E... O que você decidiu? Digo, quem você decidiu?
– Você! – David abaixou a cabeça, triste. Não esperava que Pierre deixasse a Lachelle, mas não achou que ele fosse agir assim depois de tudo o que aconteceu entre eles. Que maldade, Pierre. Mas dá pra entender. Pierre não queria se expor. – Você fica, Dave! – Acho que me enganei. – Eu estou cansado de me esconder. É você que eu amo e não ela. É com você que eu quero ficar. – David sorriu e pulou no colo de Pierre que o beijou ali mesmo, no meio do corredor sem se importar com quem estava perto.
– Agora só falta contar pra Lachelle.
– Ham... Acho que ela já sabe...
– Como?
– Olha pra trás.
Lá estava Lachelle, parada observando aquela cena e chorando.
– Lach!
Ela saiu e o deixou falando sozinho. Mas ele foi atrás dela, seguido por David. Eles chegaram até a sala onde todos estavam.
– Lachelle, me escuta!
– Escutar o que, Pierre? Que você é gay? Isso eu já percebi! E que você tem um caso com esse bicha? Eu também já percebi isso!
– Não chame ele assim!
– Você está defendendo ele?
– Estou! E foi até bom que isso acontecesse. Me poupou muito trabalho.
– O que você está dizendo?
– Estou dizendo que está tudo terminado entre nós
– Você acha? – Isso foi muita ironia.
– Eu quero que você, e todo mundo,saiba que eu não vou mais me esconder. Dave, vem cá – Pierre abraçou David – O Dave e eu somos amantes há muito tempo. Nós nos escondíamos de todos, inclusive da Lachelle, porque eu tinha vergonha de ser o que eu sou. Mas isso mudou. Eu amo o David. E, Lachelle, eu não quero mais me casar com você. Eu quero ficar com ele.
Lachelle ficou com muita raiva de Pierre. Imagina a vergonha que ela estava sentindo naquela hora. Ser trocada por um homem na frente de todo mundo. Ela pegou a bolsa e foi embora e nós nunca mais ouvimos falar dela.
Estávamos todos pasmos com aquilo. O que dizer nessa situação?
– Ela já vai tarde! – Disse Seb – Amigão, você tem toda razão no que fez! Mais um motivo para comemorar!
– É isso aí! – Pat – Pierre, David, nós amamos você.
– Então vocês não se importam de ter dois amigos gays? – David
– Claro que não. Ninguém aqui é preconceituoso. Ainda mais com dois amigos queridos – Me levantei e dei um beijo em cada um.
– Quem bom ouvir isso.
– Então, pra onde vamos hoje?
O mundo é mesmo muito engraçado. E aquele velho ditado que diz que Deus escreve certo por linhas tortas é realmente verdade. Quem poderia dizer que David e Pierre assumiriam um romance? Chuck e eu juntos? E o Seb? Casando? Estela vai ficar bem e todos nós também. Foi difícil no inicio, quando ela saiu do hospital e soube do Raul, mas nós temos um ao outro. Como uma grande família. O que estava acontecendo era a felicidade batendo à nossa porta.
Enquanto aguardávamos o término dos exames, Chuck veio falar comigo. Ele sentou do meu lado, bem perto de mim.
– Como você está?
– Bem. E você?
– Ótimo. Como foi a sua semana?
– Bem. Eu tive alguns problemas no trabalho. Tinha um cara que estava causando problemas por causa de uns arquivos. Ele disse que eu coloquei no lugar errado, mas eu não mexi naqui...
– Angellie
– Ham?
– Eu quero saber como foi a sua semana depois do que aconteceu depois da festa do Pat.
– Do que você está falando?
Ele colocou a mão no bolso e tirou de lá a minha pulseira. Pegou na minha mão e a colocou no lugar dela. Fiquei sem ação.
– Eu não estava bêbado. Eu me lembro de tudo o que aconteceu. De cada momento e de cada detalhe do seu corpo. – Que vergonha! – Eu não sei quanto a você, mas eu gosto de você. E eu quero ficar com você.
– Eu... Eu não sei o que dizer...
– Diz a verdade. O que você realmente quer.
– A verdade?
– É, a verdade.
– A verdade é que eu amo você com todas as minhas forças e quero ficar com você pelo resto da minha vida.
Ele sorriu. Segurou no meu rosto novamente e me beijou.
– Oww! Isso aí é novidade pra mim!
– Oi, Seb.
– Que bonito! Angellie e Chuck! Quem diria, hein? Mas eu também tenho uma novidade!
– Qual?
– Essa é a Vanessa. Minha futura esposa!
Ham? O Seb vai se casar? Assim, de uma hora pra outra?
– Você vai casar? – Kim
– É, vou. Qual a surpresa, pessoal? Só o Pierre pode ter uma esposa? – David se entristeceu e saiu de perto.
– É claro que não, S. – Lach – Parabéns!
– É isso aí! Que você seja muito feliz! Vanessa, bem vinda à família! – Pat
– Nós devemos comemorar! – Seb – Agora temos muitos motivos pra isso. Angellie e Chuck juntos, eu vou casar e a Estela está bem! Vamos nos divertir!
– Eu também tenho algo pra comemorar.
– O que, Jeff?
– Eu e Kim vamos ter outro filho.
– Essa comemoração vai ser demais!
Estávamos todos felizes com as novidades. Menos David e Pierre.
Estava Chuck sentado ao lado da mãe quando esta segurou a mão dele e falou com ele.
– Oi, filho.
– Mãe...? Mãe você está...
– Acordada? Sim, estou.
– Finalmente, você saiu do coma.
– É... Mas se anime muito... Não é a primeira vez que saio... E volto...
– O que?
– Já estive consciente antes... Mas voltei ao coma...
– Você não vai voltar, mãe! Você vai ficar aqui comigo! Doutor Frank! Alguém, por favor!
– Menino, sua mãe não lhe deu educação? – Ela sorriu.
Chuck repirou fundo, como aliviado – Eu estou tão feliz de te ver acordada.
Doutor Frank entra no quarto.
– O que houve? Meu Deus, ela acordou.
– Ela vai ficar bem, não vai?
– Eu não sei, eu preciso examiná-la. Pode nos deixar, Chuck?
– Não! Eu vou ficar!
– Chuck... Pode ir, querido...
– Mas, mãe...
– Vai... O médico precisa fazer o seu trabalho...
Chuck saiu e ligou pra todos. Logo estaríamos reunidos outra vez naquele hospital. Mas dessa vez por uma boa notícia.
Explicação rápida:
Não cumpri com o combinado porque estive doente essa semana e não tive como começar a postar o último capítulo.
Bom, enfim chegamos ao último capítulo.
O ultimo capítulo é bastante grande, então eu vou dividi-lo em tres partes e postá-las nos dias que eu disse que postaria.
A primeira parte vem na próxima terça-feira, só não sei de manhã ou a noite.
Um beijo
Fiquem ligados!
Ainda no hospital, David acabara de deixar o quarto de Estela e foi surpreendido por Pierre, que lhe puxou o braço e o levou pra um canto do hospital.
– O que você está fazendo? Me solta!
– Eu preciso falar com você!
– Mas eu não quero falar com você! Me deixa em paz – Tentou ir embora, mas Pierre começou a falar mesmo com ele de costas.
– Eu não posso te deixar em paz! Porque sem você eu não tenho paz! – Foi nesse momento em que David parou de andar. – Você é quem me traz alegria com o seu jeito de ser. Eu preciso de você, do seu sorriso, da sua voz, dos seus beijos. David... Volta... Por favor...
Como ele poderia resistir ao Pierre? Ainda mais dizendo todas aquelas coisas?
– Não. Eu não vou voltar, Pierre.
– Então você não gosta mais de mim?
Dave sorriu
– Eu amo você.
– Então fica comigo
– Não posso.
– Por que?
– Ah, Pierre, não se faz de desentendido! Você sabe muito bem por quê. Por causa dela. Você diz que gosta de mim, mas não larga dela. Você vai casar com ela! Eu não quero ser segundo plano na sua vida. E se você, um dia, quiser ficar, vai ter que ser só comigo. E mais ninguém.
– Oi, mãe. Como é que está? Eu estou com saudades. Volta logo pra mim.
– Ela vai voltar.
– Oi, Pierre, como você está, cara?
– Estou com problemas. Nada que você deva se preocupar. E você?
– Também estou com problemas.
– E eu posso ajudar?
– Não sei...
– Qual é, cara? Eu sou seu amigo. Fala aí.
– Ontem à noite, depois da festa, eu fui deixar a Angellie em casa, mas ela esqueceu a bolsa dela e ficou trancada do lado de fora. Então eu falei que ela podia ficar na minha casa naquela noite.
– E? Ela é sua amiga, qual é problema nisso?
– O problema veio depois.
– Como assim?
– Nós acabamos na cama.
– Vocês dormiram juntos?
– É.
– Eu não estou vendo o problema, Chuck...
– Pierre, eu estou dizendo que eu dormi com a Angel, mas nós não dormimos.
– Ham...? Ham! Você transou com a Angellie!
– Shiii! Fica quieto!
– Isso é muito legal! – Comentou empolgado, mas o comentário seguinte disse em voz baixa – Ela deve estar muito feliz em ter sua primeira vez com quem ela ama.
– O que?
– Eu disse que você está fazendo drama. Qual o problema disso, Chuck? a Angellie é legal
– Ela acha que eu estava tão bêbado a ponto de não lembrar de nada, mas eu não sei se conto pra ela que eu não estava ou se finjo que não rolou nada.
– Você não pode fingir. Isso seria maldade com ela.
– Mas eu não gosto dela, Pierre! Quero dizer, eu gosto dela, mas não desse jeito. Ela é minha irmãzinha, Pierre. Como eu posso ter transado com ela?
– Sua irmãzinha cresceu, cara. E se tornou uma linda mulher.
– Ela é linda, não é?
– Chuck, olha pra você. Olha como você fica quando fala dela. Diz a verdade pra ela.
– Mas e se ela não quiser isso? E se ela estava bêbada ontem à noite e hoje percebeu o que fez e achar que foi um erro?
– Você não vai saber se não falar com ela.
– Tem razão. Eu vou falar com ela.
De repente David aparece na porta.
– Desculpa, eu não queria interromper.
– Você não está interrompendo nada. Eu já estava de saída. – Pierre se levantou e foi embora.
– O que está acontecendo entre você dois, David?
– Como ela está?
– Do mesmo jeito.
– Ham...
– David. Eu te fiz uma pergunta.
– É complicado.
– Você não quer falar sobre isso, não é?
– Não.
Os dois se calaram. Chuck saiu do quarto e deixou David com Estela.
Eu não tenho tido tempo algum para postar os capitulos finais. Estou no trabalho agora, mas prometo que quando chegar em casa eu posto o próximo capitulo. E também prometo que vou começar a postar todas as terças, quintas e domingos.
Beijos
Obrigada pelos elogios !!!
A festa foi muito divertida. Nós dançamos, bebemos, brincamos e foi tudo perfeito. Depois da festa, Chuck me levou em casa. Estávamos mais bêbedos do nunca. Eu ainda não sei como chegamos na minha casa, mas chegamos até a porta. Eu não sei se íamos conseguir entrar porque eu não achava a minha chave.
– Acho que eu perdi minha chave.
– O que?
– Minha chave... Perdi...
– Não é possível. Deve estar aí em algum lugar...
– Não... Não está nos bolsos... Ei... Cadê a minha bolsa?
– Hahaha... Você perdeu a bolsa?
– É... Acho que sim... Droga, e agora?
– Deve está no Patrick, não se preocupe. Vem.
– Pra onde?
– Você vai ficar comigo essa noite. Como nos velhos tempos, lembra?
– Não... Eu não lembro nem onde está minha bolsa, como eu vou lembrar de algo que aconteceu há anos atrás? Hahaha
– Deixa pra lá. Vem logo – Chuck puxou a minha mão e fomos pra casa dele.
– Quer beber alguma coisa? – Sentei no sofá
– Acho que eu já bebi demais...
– Então eu bebo por você.
– Pára de beber, Chuck. Você já está mais do que bêbado. – Ele sentou do meu lado e mudou seu tom de voz
– Por que você está sempre cuidando de mim?
– Por que eu me preocupo com você
– Mesmo?
– Sim, Chuck. Pára de agir feito criança. – Ele ficou me encarando. O que será que está passando na cabeça dele? – O que?
– Você é linda, Angel. Como um anjo.
– Você já disse isso antes...
– É porque é verdade.
– Chuck, acho melhor você ir dormir. Você bebeu demais e não está falando coisa com coisa.
– Eu estou bem. – Como resistir aquele olhar? Eu não queria que ele fosse dormir. Eu queria dizer pra ele o que eu estava sentindo, mas isso podia mudar nossa amizade pra sempre. Eu prefiro me omitir a perder ele pra sempre.
E de repente me veio a surpresa. Chuck segurou o meu rosto e me beijou. Um beijo tão gostoso e tão intenso. Eu sabia que ele não sabia o que estava acontecendo. Mas eu não queria para de beijá-lo. É só um beijo. Ele não vai lembrar mesmo do que aconteceu amanhã de manhã, por que não?
Ele segurou a minha cintura com força e puxou pra perto dele. A sua mão foi subindo por baixo da minha blusa até tirá-la. Eu me deixei envolver e tirei a blusa dele também. Ele me beijava no pescoço, na boca, e cada momento ia encontrando um novo lugar pra beijar. Me pegou no colo e me levou pra cama. E lá todo o resto de nossas roupas foi arrancado e foi onde passamos a noite inteira.
Na manhã seguinte, acordei atrasada para o trabalho. Enquanto me vestia, vi Chuck dormindo e só conseguia pensar o quão bom foi a noite e se ele ia lembrar de tudo quando acordasse. Mas isso não importa agora. Estou muito atrasada e preciso ir. Não deixei nenhum bilhete, mas esqueci a minha pulseira.
– Oi, como você está, Estela?
Acho que do mesmo jeito. Ligada a várias máquinas e imóvel.
– Sabe o que eu fiz hoje? Eu fui até o parque, patinar no lago. Foi legal. Pena que você não pode estar lá... Eu queria que você estivesse lá... Nós íamos juntos, lembra? Eu, você, Raul, Chuck e tudo mundo. Lembra como o Jeff nunca conseguia ficar em pé no gelo e a Kim sempre tinha que ajudá-lo? Era divertido...
E isso nunca mais vai voltar... Não com o Raul... Me entristeci nesse momento. Mas não podia deixar que ela visse. Então fiquei parada, tentando conter o choro, sem olhar pra ela.
– Você não acreditar onde o seu filho está agora. – Segurei a mão dela – Em uma festa. De aniversário do Patrick. Está todo mundo lá, menos eu. Não acho certo me divertir enquanto você fica aqui. Mas eu quero muito estar com ele. Não na festa, mas com ele. – Ela segurou a minha mão. Isso me assustou. Na última vez que isso aconteceu, me chamaram de maluca. Mas dessa vez era diferente. Ela abriu os olhos e me olhava com ar de ternura. Achei melhor não chamar o doutor.
– Estela... Você pode me ouvir?
– Vai...
– O que? – Ela falava com muita dificuldade
– Festa... Vai... Quero... Você... Vai...
– Você quer que eu vá à festa?
Fez sinal de positivo
– Eu não posso ir, Estela! Eu tenho que ficar aqui com você!
– Não... Es... Estou bem... Vai...
– Tem certeza...? – Ela sacudiu a cabeça dizendo que sim
– Não... Conte a... Ao Chuck... Ainda não...
– Eu não vou contar – Meus olhos se encheram de lágrimas. – Agora descansa.
Ir à festa. E não contar ao Chuck. Vai ser difícil. Mas agora eu sei que ela está bem e que ela quer que eu me divirta. Eu vou à festa.
A primeira pessoa que encontrei quando cheguei foi o anfitrião. Quando ele me viu, me abraçou com todo a força.
– Feliz aniversário, Pat.
– Que bom que você veio!
– É... Alguém me fez mudar de idéia. – Chuck estava perto, sentado à mesa, junto aos outros, e me olhando com seu belo sorriso estampado no rosto. – Oi, pessoal. Oi, Chuck.
– Oi. – Chuck se levantou e nós nos afastamos um pouco. – O que fez você mudar de idéia?
– Sua mãe.
– Minha mãe?
– É... Ela me fez perceber que eu devia estar aqui com todos... Com você...
– O seu lugar é aqui, Angel. Com todos... E comigo...
O meu lugar é do seu lado, Chuck. Eu vou sempre estar do seu lado. Não importa o que aconteça, eu vou estar aqui.
– Quer dançar?
– Quero.
O dia da festa. Duas semanas depois do acidente. Estavam todos se preparando pra grande festa do Patrick. Lachelle escolheu um vestido lindo. Azul, longo, com uma fenda dos pés até quase nas coxas. Kimberly também estava deslumbrante, de jeans decorado com pedras brancas e blusa também branca. As mulheres da turma estavam arrasando. Menos eu. Chuck ainda me ligou antes de ir, mas eu não mudei de idéia. Eu ia ficar a noite toda ao lado dela. Então disse pra ele se divertir, que eu ia ficar bem. E foi o que ele fez.
A festa estava começando e a galera estava toda reunida. Amigos de trabalho, família, pessoas queridas. Havia muita bebida, muita comida e muitas, muitas, mulheres. Seb já tinha arranjado uma morena e ela era só a primeira da noite. Patrick estava muito feliz com tudo isso. E ficou ainda mais quando viu Chuck chegar com David. Eles foram os últimos a chegar, mas, finalmente, chegaram.
David não estava confortável de estar na mesma mesa de Pierre. Eles não se falavam. Pierre tentou, mas David não queria ouvir. Pra ele não tinha explicação o que o Pierre fez. Então ficava aquele clima estranho entre eles. De repente, David se levantou e foi dançar. Pierre o seguia com os olhos e viu quando uma loira se aproximou pra dançar. Ele não gostou. Mas Dave gostou e dançou com a loira tão perto, tão perto, que Pierre ficou inquieto e nem conversava com ninguém. Até que ele se levantou e foi até Dave e a loira.
– Cai fora. – Esse era Pierre, que se intrometeu no meio dos dois e foi direto ao assunto com a tal loira. Ela não entendeu nada, mas obedeceu aquele olhar fatal. Pierre virou-se para o outro – Dá pra você parar de pirraça e me ouvir? – Este virou de costas e foi pro banheiro. Pierre foi atrás. David entrou no banheiro e fechou a porta. Mas Pierre entrou mesmo assim e trancou a porta.
– Agora você não tem escolha.
– Sai da minha frente.
– Não saio! Não até você me ouvir! Dave, eu não tive culpa...
– Não me chama de Dave!
– Está bom. David, eu não tive culpa.
– Ah, não?
– Não! Eu dormi demais na noite anterior, nem sei como. E depois cancelaram os vôos, e eu não tinha como chegar até você!
– E no domingo? Por que você não foi pro Rio no domingo? Eu vi o tempo pela internet e liguei pro aeroporto daqui. Os vôos estavam normais! Por que você não voou no domingo? Podia ter passado domingo e segunda comigo!
– Eu não pude!
– Por que não?!?!
Pierre abaixou a cabeça
– A Lachelle me convenceu a não ir mais... – David se espantou com isso, mas não muito. Não era a primeira vez que Pierre o colocava em segundo lugar por causa da Lachelle. Isso o entristecia demais.
– Está vendo, Pierre, por que eu não quero mais falar com você?
– Mas eu já lhe expliquei o que aconteceu...
– Não é disso que eu estou falando!
– Então é de que?
– De nós. Da Lachelle. Das mentiras e de tantas vezes que nos escondemos pra ficarmos juntos. Eu estou cansado de me esconder! É por isso que eu não quero mais falar com você... Nunca mais... – As lágrimas começaram a descer pelo rosto. Ele não queria mais estar ali. – Adeus, Pierre... – Ele passou por Pierre que ainda estava no caminho. Pierre segurou a mão dele.
– Não... Dave... Por favor... – Ele não quis ouvi-lo e seguiu em frente. Abriu a porta e saiu. Pierre não conseguia acreditar que David lhe disse adeus. E agora? O que ia ser dele sem o Dave? Agora, lhe resta Lachelle, sua noiva, futura Senhora Bouvier. E só.
Toc Toc
– Quem é?
– Sou eu! Abra logo!
Abre a porta.
– Você está nervosa?
– Claro que estou, Chuck!
– E eu posso saber por quê?
– Por que? Por que? Porque o Patrick vai dar uma festa no aniversário dele e você vai estar lá, com toda aquela bebida e música alta, se divertindo enquanto a Estela continua em coma! – Entrei e comecei a falar sem parar, fazendo vários gestos com a mão e querendo arrancar a cabeça dele fora! – Eu não vou aceitar isso, Chuck! Será que você não percebe? Ela precisa de nós! Nós somos a família dela! Nós não podemos...
– Angellie! Angellie! – Chuck conseguiu me interromper. Ele não sabe o quanto eu odeio isso. – Calma!
– Eu estou calma!
– Respire fundo e me deixa falar. – Respirei fundo – Melhorou?
– Fala.
– Ele não queria fazer nada, mas eu disse pra ele fazer uma big festa pros amigos.
– Você deu a idéia? Chuck, eu vou te matar!
– Deixa eu acabar de falar, por favor?
– Fala!
– Todos os dias nós estamos no hospital ao lado da mamãe. Nós não dormimos direito, não comemos direito e nem trabalhamos direito. Logo nós é que vamos precisar ser internados. Há uma semana, ela não reage. Nós temos que seguir com a nossa vida.
– Você quer dizer abandoná-la?
– De jeito nenhum! Eu nunca vou abandoná-la! É só por uma noite... Olha, devemos isso a ela. Vamos nos divertir um pouco, está bem? Só um pouquinho...
– Eu não quero brigar com você, Chuck. - Respirei fundo e refleti um pouco - Tudo bem... Acho que você tem razão. Diz pro Patrick que eu concordo com a festa...
– Que bom!
– Mas eu não vou estar lá...
– Ah, não, Angel...
– Eu vou ficar com a Estela...
– Por favor... – Ele segurou na minha mão e se aproximou de mim. Os olhos castanhos dele ficam cor de mel olhando de bem perto, como eu estava olhando naquele momento. – Fica comigo...? – Fico! Eu quero estar com você pra sempre, Chuck! Pra sempre!
– Desculpa... – Soltei a mão dele – Eu não posso... – E fui embora...
É muito difícil aceitar essa festa, mas eu posso fingir que ela não está acontecendo. No dia vai ser fácil porque eu vou estar ao lado da Estela enquanto eles se divertem. Mas depois... Depois eu vou ter que ouvi-los falar sobre isso. Melhor não pensar nisso agora.
. Eu tô de volta! E tô com ...
. Eu beijei Sébastien Lefeb...
. What's Happening - Cap Fi...
. What's Happening - Cap Fi...
. What's Happening - Cap Fi...
. Chegamos ao último capítu...
. What's Happening? - Cap 2...
. What's Happening? - Cap 1...